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Geriatria

A população mundial apresenta um crescimento acelerado, em especial a população idosa com repercussões biológicas, sociais, culturais, econômicas e epidemiológicas, para as quais ainda nem todos estão preparados.

Envelhecer com saúde vem a ser uma necessidade, com a saúde entendida como o máximo bem-estar biopsicossocial, e não, simplesmente, a ausência de doenças. De toda forma, a grande maioria dos idosos apresenta doenças, com o uso de medicamentos sendo a principal estratégia para o seu tratamento. Ao mesmo tempo, é comum o cuidado fragmentado entre as especialidades e sem continuidade, com a adição de tratamentos incoerentes e, muitas vezes, desnecessários. Interações medicamentosas danosas muitas vezes passam despercebidas nas prescrições, sobretudo quando há vários médicos que prescrevem o mesmo paciente.

Os profissionais da saúde devem também reconhecer o idoso frágil, aquele com menor capacidade de adaptação às agressões biopsicossociais, tendo maior risco de complicações, como quedas, hospitalização, institucionalização, perda da independência e da autonomia. Os profissionais devem ter formação devidamente especializada na área, pois o manejo clínico inadequado resulta em iatrogenias – quando doenças e efeitos adversos são causados pela equipe de saúde.

Surge a necessidade cada vez maior de profissionais com visão global do idoso dentro de seu contexto familiar e social, que realizam avaliação individualizada, que enxergam as mudanças biológicas que os deixam mais vulneráveis. O geriatra cumpre esse papel, ao realizar a gestão da saúde, com ênfase na qualidade de vida e promoção da saúde. Afinal de contas, o que o paciente mais precisa muitas vezes não é de um medicamento, mas apenas ser devidamente ouvido e valorizado.